Sábado, 20 de Fevereiro de 2010

.: 126. A Certain Justice, P.D. James :.

482 páginas

 

Sinopse:

Venetia Aldridge QC is a distinguished barrister. When she agrees to defend Garry Ashe, accused of the brutal murder of his aunt, it is one more opportunity to triumph in her career as a criminal lawyer. But Regina v Ashe initiates events both frightening and unpredictable ...Just four weeks later, Miss Aldridge is found dead. Commander Adam Dalgliesh, called in to investigate, finds motives for murder among the clients Venetia has defended, her professional colleagues, her family - even her lover. As Dalgliesh narrows the field of suspects, a second brutal murder draws them into greater complexities of intrigue and evil.


Opinião:

Este é um thriller muito diferente daqueles que costumo ler. Desenrola-se no Reino Unido, o que constitui sempre uma lufada de ar fresco; foca-se sobretudo no sistema judicial e nas suas limitações, o que é algo de novo para mim. Penso que a autora fez um óptimo trabalho ao tentar trasmitir todas as limitações da Lei, dando ao leitor a oportunidade de conhecer um pouco melhor o ponto de vista dos advogados de defesa, dos dilemas que enfrentam quando defendem grandes criminosos, e nas repercussões que o seu sucesso pode ter. Tudo isto enquanto constrói um enredo muito bom, que me manteve agarrada à leitura.

Sílvia às 19:56
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

.: 116. Murder at the Vicarage, Agatha Christie :.

256 páginas

 

Sinopse:

St. Mary Mead é uma pacata aldeia inglesa, onde o dia-a-dia decorre sem incidentes de relevo e até os equívocos e desaguisados do costume fazem já parte da rotina diária. Mas o comportamento arrogante e intransigente do coronel Protheoroe, figura proeminente na vida da aldeia, torna-o no alvo preferido de comentários controversos e dos ódios mais enraizados, levando o próprio vigário a declarar um momento de desespero e irreflexão que quem matasse o coronel faria um favor ao resto do mundo. O sereno vigário Clement não imaginava então que este seu comentário pouco feliz voltaria para o atormentar...

 

Opinião:

Agatha Christie tem uma obra tão extensa que, inevitavelmente, alguns livros são muito semelhantes entre si - até porque esta era uma autora que não se baseava em formas de matar mirabolantes para construir os seus enredos, tendo, digamos, uma conjunto fixo de métodos que atribui aos assassinos que criava.

Este não é um livro que se destaque, como acontece, por exemplo, com As Dez Figuras Negras. No entanto, para mim teve um sabor especial, porque foi o primeiro livro de Christie que li na sua versão original, em Inglês.

O Inglês da época de Christie é bastante diferente do actual, sobretudo no que toca às expressões usadas. Existem algumas que são próprias não só da língua como daquela época específica, o que torna a leitura deste livro uma aventura em termos de comprensão. No início foi um pouco estranho, até conseguir adaptar-me à forma como as personagens comunicavam. Passada essa pequena barreira, este revelou-se um livro delicioso. Por um lado, é a primeira aparição da famosa Miss Jane Marple; por outro... bem, é um mistério da Duquesa da Morte. E isso chega para mim.

Sílvia às 20:47
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

.: 112. O Símbolo Perdido, Dan Brown :.

572 páginas

 

Sinopse:

 

Washington, D. C.: Robert Langdon, simbologista de Harvard, é convidado à última hora para dar uma palestra no Capitólio. Contudo, pouco depois da sua chegada, é descoberto no centro Rotunda um estranho objecto com cinco símbolos bizarros.
Robert Langdon reconhece-os: trata-se de um convite ancestral para um mundo perdido de saberes esotéricos e ocultos.

Quando Peter Solomon, eminente maçom e filantropo, é brutalmente raptado, Langdon compreende que só poderá salvar o seu mentor se aceitar o misterioso apelo.

Langdon vê-se rapidamente arrastado para aquilo que se encontra por detrás das fachadas da cidade mais poderosa da América: câmaras ocultas, templos e túneis. Tudo o que lhe era familiar se transforma num mundo sombrio e clandestino, habilmente escondido, onde segredos e revelações da Maçonaria o conduzem a uma única verdade, impossível e inconcebível.

Trama de história veladas, símbolos secretos e códigos enigmáticos, tecida com brilhantismo, O Símbolo Perdido é um thriller surpreendente e arrebatador que nos surpreende a cada página.
O segredo mais extraordinário e chocante é aquele que se esconde diante dos nossos olhos…

 

Opinião:

 

Como sempre acontece com os livros de Dan Brown, este foi um daqueles que se leu num fôlego, com o ritmo do enredo a prender-me completamente em cada página.

Muito se fala de Dan Brown: uns amam, outros odeiam... para mim, é um autor capaz de "produzir" boa literatura, que serve o propósito do entretenimento ao mesmo tempo que espicaça a curiosidade dos leitores acerca de vários temas históricos e científicos.

 

Este é um livro que não foge ao estilo de Dan Brown, que aposta num ritmo alucinante para contar a sua história, quase como se estivéssemos imersos num filme de acção.  É uma das características da sua escrita que mais me agrada, já que as páginas correm a uma velocidade impressionante pelos meus dedos de cada vez que pego numa destas obras. São fáceis de ler, sem serem pobres em termos de enredo.

 

Há, no entanto, um detalhe, que me parece também já fazer parte do estilo do autor, que pode vir a retirar valor aos seus livros, se continuar a verificar-se. Já é possível distinguir um padrão na forma como Dan Brown constrói os seus enredos, especialmente nos três livros que constituem a "série Robert Langdon": contam sempre com a presença de uma personagem violenta, talvez um pouco louca - o mau da fita, vá -  que tem ideais bem demarcados que a levam a cometer os actos atrozes que dão o mote a grande parte da história. E Langdon nunca está mal acompanhado: tem sempre ao seu lado uma mulher bonita e inteligente para o ajudar a desvendar o mistério. Penso que esta tendência poderá vir a tornar os livros de Dan Brown, sempre tão interessantes, em obras um pouco repetitivas e até previsíveis. Afinal, quando existe um padrão, é sempre possível descobrir, aqui e ali, o que virá a seguir. Esperemos que o escritor não caia no erro de repetir esta estrutura de enredo nos próximos livros.

Sílvia às 18:01
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

.: 108. As Aventuras de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle :.

316 páginas

 

 

Sinopse:

As Aventuras de Sherlock Holmes incluem doze contos de aventuras do detective Sherlock Holmes, publicados em 1892. Os contos foram divulgados pela primeira vez na revista Strand Magazine, nos anos de 1891 e 1892.

 

Opinião:

Sendo uma amante de livros policiais e outros do género, surpreende-me que nunca, até há bem pouco tempo, tenha sentido curiosidade por este autor tão conhecido. Ler Conan Doyle e acompanhar as aventuras de Sherlock Holmes é um prazer, já que tanto as histórias como a escrita por si só são fantásticos. Sou constantemente apanhada de surpresa pelas perspicazes deduções do detective, e pela forma como consegue sempre resolver os seus casos. Recomendo a todos que se aventurem pelo mundo de Sherlock Holmes - vale sem dúvida a pena.

Sílvia às 16:22
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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

.: 107. A Casa Torta, Agatha Christie :.

189 páginas

 

Sinopse:

A numerosa família Leonides vive numa estranha mansão nos subúrbios de Londres, sob o olhar protector, e um tanto controlador, do patriarca Aristide Leonide. Quando o velho milionário é assassinado, deixa para trás uma longa lista de suspeitos, encabeçada pela própria viúva, cinquenta anos mais nova do que ele.

Com o apoio de Sophia, neta do falecido e sua noiva, Charles Hayward envolve-se no quotidiano doméstico, decidido que está a apurar a verdade a todo o custo. Ainda que o círculo de suspeitos esteja circunscrito ao universo familiar, o jovem acaba por ter de se confrontar com uma conclusão surpreendente. Afinal, nem o próprio assassino contava com o que viria a acontecer...

 

Opinião:

Esta é uma das obras favoritas da própria autora, Agatha Christie, e trata-se de facto de uma óptima história. É muito simples, o que faz deste um livro de fácil leitura; no entanto, devido ao grande número de personagens que o enredo envolve, essa simplicidade faz com que alguns dos membros da família Leonides nos sejam dados a conhecer de forma vaga, superficial. Esse aspecto, porém, não interfere com a compreensão que o leitor tem da história, já que é-nos dado o suficiente para que conheçamos o perfil básico de todos os intervenientes.

O que mais marca e surpreende neste livro é, sem dúvida, o muito inesperado final. É, só por si, bastante para fazer com que A Casa Torta permaneça na nossa mente durante algum tempo.

Sílvia às 15:00
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