Sexta-feira, 26 de Março de 2010

.: 131. China Sydrome, Karl T. Greenfeld :.

 

464 páginas
Sinopse:

When the SARS virus broke out in China in January 2003, Karl Taro Greenfeld was the editor of Time Asia in Hong Kong, just a few miles from the epicenter of the outbreak. After vague, initial reports of terrified Chinese boiling vinegar to "purify" the air, Greenfeld and his staff soon found themselves immersed in the story of a lifetime.

Deftly tracking a mysterious viral killer from the bedside of one of the first victims to China’s overwhelmed hospital wards—from cutting-edge labs where researchers struggle to identify the virus to the war rooms at the World Health Organization headquarters in Geneva—China Syndrome takes readers on a gripping ride that blows through the Chinese government’s effort to cover up the disease . . . and sounds a clarion call warning of a catastrophe to come: a great viral storm potentially more deadly than any respiratory disease since the influenza of 1918.

 

Opinião:
Não é o tipo de livro que normalmente me atrai; China Syndrome tem cariz de livro científico, e à primeira vista parece não ser mais que um grande relatório sobre a evolução de uma nova doença mortífera (SARS). No entanto, mostrou-se uma obra bastante interessante, e que me agradou por se focar em temas que me atraem. O autor consegui tratar os vários planos da história desta doença, desde o seu surgimento nos locais mais negros da China, até à corrida contra o tempo vivida pelos vários especialistas que tentavam descobrir o que a causava, passando pela recusa do governo chinês em admitir que um novo mal estava a matar centenas de pessoas. Existe neste livro um óptimo equilíbrio entre a descrição dos factos e a inclusão de pormenores que despertam a atenção do leitor. Não é uma leitura fácil, mas o esforço é largamente compensado.
Sílvia às 16:07
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

.: 123. Sputnik Meu Amor, Haruki Murakami :.

238 páginas

 

Sinopse:

Narrativa on the road, ensaio sobre o desejo humano e especulação sobre o destino, o livro de Haruki Murakami é um exuberante exemplo da arte de um dos mais importantes escritores do Japão contemporâneo.

 

Acordo às três da manhã, acendo a luz, sento-me na cama e fico a olhar para o telefone na mesa de cabeceira. Imagino Sumire numa cabina, a acender um cigarro e a marcar o meu número. Tem o cabelo despenteado, veste um casaco de tweed que lhe está demasiado grande, peúgas desirmanadas. Franze o sobrolho, engasga-se com o fumo do cigarro. Demora imenso tempo a discar correctamente o número. Tem a cabeça cheia de coisas que me quer dizer. Pode muito bem acontecer que fique a conversar comigo até de manhãzinha. Sobre a diferença entre signo e símbolo, por exemplo. O telefone parece que vai tocar a todo o momento, mas continua mudo. E ali fico eu, deitado na cama, sem tirar os olhos do aparelho, que teima em não tocar.

 

Opinião:

Este foi o primeiro livro que li deste autor. Tinha alguma curiosidade em experimentar um livro dele, já que a impressão geral com que fiquei ao ouvir falar dos seus livros foi positiva.

 

Ao ler este livro, no entanto, não consigo dizer ao certo se gostei ao não. Pode parecer estranho, eu sei. Normalmente ou se gosta, ou não. Mesmo quando estamos num meio termo, inclinamo-nos sempre um pouco mais para um dos extremos. Esta obra, no entanto, é um pouco dúbia. Lê-se bem, não é muito pesada, mas a história que encerra não condiz com esta aparente leveza: é extremamente complexa. A escrita do autor agradou-me, embora fosse um pouco fora do vulgar. Já o enredo não me cativou por aí além - acho que começou a tornar-se demasiado estranho para o meu gosto. O livro é quase poético, tanto na escrita como na história em si; embora muitos leitores gostem desse estilo, eu prefiro os enredos mais "concretos", enquanto que este era mais abstracto; um daqueles que parecem estar cheios de significados ocultos. Sou, no que toca às leituras, uma amante de obras mais directas.

Pretendo, no entanto, ler um pouco mais da obra deste autor antes de construir uma opinião concreta sobre a mesma.

Sílvia às 22:13
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

.: 69. A Cor da Felicidade, Wei-Wei :.

270 páginas

 

Para que não seja rotulada de ingrata, manda a tradição que a noiva «chore sentidamente», mostrando aos convidados a sua tristeza, por abandonar a casa paterna. Só após a «cerimónia das lágrimas» ela será ajudada a subir a liteira que, também segundo a mesma tradição, deverá ser vermelha, a cor da felicidade.
É, com efeito, o vermelho que, apesar das vicissitudes dos homens e dos desastres naturais, irá estar presente no dia-a-dia de Mei-Li , essa jovem noiva que, casada à força com Meng-Yu , um cego paralítico, trairá o marido com Jing-Ming , por quem se apaixona no dia do seu próprio casamento. Desse adultério nascerá uma filha que, no entanto, e ao contrário da mãe, poderá escolher o seu destino.
Mais de que uma história de uma vida que Mei-Li conta à neta, A Cor da Felicidade é principalmente a saga de uma família chinesa que se estende dos anos 20 até à proclamação da República Popular, hesitando entre tradições culturais e um pouco de modernidade trazida pela «revolução cultural», numa China marcada por convulções , conflitos e...tons de vermelho.

 

Sílvia às 20:20
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Quarta-feira, 21 de Março de 2007

.: 18. Uma Cana de Pesca Para O Meu Avô, Gao Xingjian :.

94 páginas

 

Com imenso talento, subtileza e inteligência, Gao Xingjian percorre, nestes seis inesquecíveis contos, os lugares da infância, as alegrias simples do amor e da amizade, os dramas da rua e as tragédias vividas pela China. Sorrisos e lágrimas atravessam esta leitura, que nos deixa o belo e suave sabor da emoção. A revelação de um dos maiores escritores da actualidade.

 

Sílvia às 19:50
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