Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

.: 121. 84, Charing Cross Road, Helene Hanff :.

112 páginas

 

Sinopse:

84, Charing Cross Road is a charming record of bibliophilia, cultural difference, and imaginative sympathy. For 20 years, an outspoken New York writer and a rather more restrained London bookseller carried on an increasingly touching correspondence. In her first letter to Marks & Co., Helene Hanff encloses a wish list, but warns, "The phrase 'antiquarian booksellers' scares me somewhat, as I equate 'antique' with expensive." Twenty days later, on October 25, 1949, a correspondent identified only as FPD let Hanff know that works by Hazlitt and Robert Louis Stevenson would be coming under separate cover. When they arrive, Hanff is ecstatic--but unsure she'll ever conquer "bilingual arithmetic." By early December 1949, Hanff is suddenly worried that the six-pound ham she's sent off to augment British rations will arrive in a kosher office. But only when FPD turns out to have an actual name, Frank Doel, does the real fun begin.

 

Opinião:

Como muitos outros livros, este estava cá em casa há imenso tempo a aguardar a sua vez de ser lido; umas horas bastaram, no entanto, para tal acontecer.

É impressionante a amizade que se desenvolveu entre duas pessoas completamente desconhecidas e separadas pelo oceano; entre um simples vendedor de livros e uma cliente apaixonada pela leitura. Revelou-se um livro bastante divertido, particularmente no início; enquanto que Helene rapidamente abandona as formalidades e começa a escrever num estilo mais descontraído, que muitos poderiam achar abusivo por se tratar de correspondência entre desconhecidos, Frank, o vendedor, mantêm-se firmemente agarrado à típica atitude britânica, um pouco rígida.

Perfeito para descansar um pouco entre leituras mais pesadas, esta foi uma óptima escolha para as férias.

Sílvia às 17:24
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

.: 80. Sorte, Alice Sebold :.

328 páginas

 

Alice Sebold cumpriu a promessa que fez a si própria no túnel onde, caloira universitária, foi violada aos 18 anos: evocar, em livro, essa experiência que, apesar do tempo já passado, tem pontuado o seu viver. Trata-se de um relato que agarra o leitor, não apenas pelas emoções transmitidas, mas também pela convicção profunda de que a justiça ainda é possível.
Além de ficarmos a conhecer a personalidade indomável dessa jovem que um dia sonhou ser vedeta, Sorte relata-nos ainda, em linguagem mordaz e emocionante, o crime que mudou, mas não afundou, a mulher em que Alice veio a transformar-se. O importante, para ela, foi, de facto, manter a calma e a lucidez e lutar por uma vida normal, ou seja, fazer com que o inferno e a esperança conseguissem conviver na palma da sua mão.
O caso, arquivado por falta de provas, foi reaberto seis meses mais tarde, quando, ocasionalmente, ela se cruzou com o violador na rua. É, então, que se inicia o longo caminho que domina este thriller da vida real o qual nos confronta com as sequelas da violência e nos explica o que significa sobreviver.

 

Sílvia às 15:40
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

.: 77. Onze Minutos, Paulo Coelho :.

279 páginas

 

Era uma vez uma prostituta chamada Maria...

É assim, como um conto de fadas para adultos, que começa este novo romance de Paulo Coelho.

É com uma abordagem franca e uma profunda sensibilidade que o autor conta esta história sobre os mistérios do amor e o poder da sexualidade. Maria, uma mulher oriunda de uma pequena cidade do Brasil, descobre rapidamente o poder que a sua beleza exerce sobre os homens. Desiludida com o amor romântico e desencantada com a paixão, é levada a trabalhar numa boite na Suíça, onde aprende a viver o sexo e a utilizá-lo para satisfazer os outros...

 

Sílvia às 17:23
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

.: 69. A Cor da Felicidade, Wei-Wei :.

270 páginas

 

Para que não seja rotulada de ingrata, manda a tradição que a noiva «chore sentidamente», mostrando aos convidados a sua tristeza, por abandonar a casa paterna. Só após a «cerimónia das lágrimas» ela será ajudada a subir a liteira que, também segundo a mesma tradição, deverá ser vermelha, a cor da felicidade.
É, com efeito, o vermelho que, apesar das vicissitudes dos homens e dos desastres naturais, irá estar presente no dia-a-dia de Mei-Li , essa jovem noiva que, casada à força com Meng-Yu , um cego paralítico, trairá o marido com Jing-Ming , por quem se apaixona no dia do seu próprio casamento. Desse adultério nascerá uma filha que, no entanto, e ao contrário da mãe, poderá escolher o seu destino.
Mais de que uma história de uma vida que Mei-Li conta à neta, A Cor da Felicidade é principalmente a saga de uma família chinesa que se estende dos anos 20 até à proclamação da República Popular, hesitando entre tradições culturais e um pouco de modernidade trazida pela «revolução cultural», numa China marcada por convulções , conflitos e...tons de vermelho.

 

Sílvia às 20:20
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

.: 66. O Cão Vermelho, Louis de Bernières :.

124 páginas

 

Depois de Milu e Rantanplan, há que integrar o protagonista desta história no panteão canino. Na senda de La Fontaine, Louis de Bernières escreveu uma fábula enternecedora com um protagonista inesquecível: um cão sem morada ou destino fixos, apaixonado pela liberdade e pelos espaços amplos, um nómada louco por aventuras que não gosta de vínculos ou constrangimentos. De facto, O Cão Vermelho está longe de ser um cachorrinho mimado; ele é fedorento, impulsivo, independente… e tem a característica muito especial de tocar as vidas de todos os que encontra no seu caminho.

Numa linguagem delicada e ligeira, Louis de Bernières pinta um retrato tocante, baseado num facto real (O Cão Vermelho existiu mesmo), cheio de personagens inesquecíveis e tendo por palco um cenário arrebatador – o da Austrália profunda.

Um terno romance de evasão que se recomenda aos leitores de todas as idades.

 

Sílvia às 21:49
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