Sexta-feira, 12 de Março de 2010

.: 130. The Curious Incident of the Dog in the Night-Time, Mark Haddon :.

236 páginas

 

Sinopse:

Referido pelo The Times como «um dos melhores livros de 2003» O Estranho Caso do Cão Morto é muito divertido. Conta a história de Christopher Boone, um miúdo autista, com apenas 15 anos que vive enredado no seu próprio mundo, longe de tudo e de todos. Possui uma memória fotográfica e é um aluno excelente a matemática e a ciências mas detesta o amarelo e o castanho e não suporta que alguém lhe toque. Absorvido pela sua doença, Christopher desperta um dia quando encontra o cão da sua vizinha morto, no meio do jardim, com uma forquilha atravessada. A partir daqui nunca mais será o mesmo pois só descansará quando descobrir quem cometeu tão atroz crime. Uma obra de humor irónico, que irá em breve ser adaptada ao cinema, pois os direitos para filme foram já adquiridos pelos produtores de Harry Potter, contando com Brad Pitt como actor.

 

Opinião:

Um livro diferente, para dizer o mínimo. Nunca tinha lido nenhuma obra que focasse o tema do autismo, e este revelou-se muito esclarecedor e surpreendentemente divertido.

Penso que dá uma boa visão do que pode ser a vida de uma criança com este problema., bem como das dificuldades e desafios que os pais enfrentam. É escrito do ponto de vista do protagonista, e isso dá-lhe também um estilo único, que torna a leitura muito fácil. Leiam se estiverem à procura de algo inesperado e que fuja aos padrões normais. 

Sílvia às 21:22
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.: 129. Caim, José Saramago :.

182 páginas

 

Sinopse:

Quem diabo é este Deus que, para enaltecer Abel, despreza Caim?

Se em O Evangelho Segundo Cristo José Saramago nos deu a sua visão do Novo Testamento, em Caim regressa aos primeiros livros da Bíblia. Num itinerário heterodoxo, percorre cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos e campos de batalha pela mão dos principais protagonistas do Antigo Testamento, imprimindo ao texto o humor refinado que caracteriza a sua obra.

Caim revela o que há de moderno e surpreendente na prosa de Saramago: a capacidade de fazer nova uma história que se conhece do princípio ao fim. Um relato irónico e mordaz no qual o leitor assiste a uma guerra secular, e de certa forma, involuntária, entre o criador e a sua criatura.

 

Opinião:

Finalmente consegui deitar as mãos ao livro que tanta polémica gerou há alguns meses.

Gostei bastante da forma como Saramago pôs Caim a viajar "para trás e para diante" no tempo, levando-nos com ele a percorrer, de certa forma, alguns dos mais conhecidos episódios da Bíblia. O estilo é o de sempre: divertido, irónico, sarcástico, crítico... A escrita tão característica continua lá, claro, bem como o hábito que Saramago tem de dialogar com o leitor e que eu tanto aprecio.

Quanto às críticas que faz e à forma como encara a religião... Relativamente ao segundo ponto nada há a dizer, já que cada um é - ou deveria ser - livre de tomar a posição que bem entender em relação às diversas religiões. Em relação ao primeiro ponto, devo dizer que só numa altura me pareceu que o escritor talvez tivesse ido longe demais, quando apelidou Deus de filho-da-p**a. De resto, não posso dizer que discorde das críticas e interrogações que fez àcerca da crueldade de Deus e da violência contida na Bíblia, já que muitas tinham passado anteriormente pela minha mente.

Um livro altamente recomendável.

Sílvia às 21:11
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Sábado, 20 de Fevereiro de 2010

.: 126. A Certain Justice, P.D. James :.

482 páginas

 

Sinopse:

Venetia Aldridge QC is a distinguished barrister. When she agrees to defend Garry Ashe, accused of the brutal murder of his aunt, it is one more opportunity to triumph in her career as a criminal lawyer. But Regina v Ashe initiates events both frightening and unpredictable ...Just four weeks later, Miss Aldridge is found dead. Commander Adam Dalgliesh, called in to investigate, finds motives for murder among the clients Venetia has defended, her professional colleagues, her family - even her lover. As Dalgliesh narrows the field of suspects, a second brutal murder draws them into greater complexities of intrigue and evil.


Opinião:

Este é um thriller muito diferente daqueles que costumo ler. Desenrola-se no Reino Unido, o que constitui sempre uma lufada de ar fresco; foca-se sobretudo no sistema judicial e nas suas limitações, o que é algo de novo para mim. Penso que a autora fez um óptimo trabalho ao tentar trasmitir todas as limitações da Lei, dando ao leitor a oportunidade de conhecer um pouco melhor o ponto de vista dos advogados de defesa, dos dilemas que enfrentam quando defendem grandes criminosos, e nas repercussões que o seu sucesso pode ter. Tudo isto enquanto constrói um enredo muito bom, que me manteve agarrada à leitura.

Sílvia às 19:56
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

.: 124. A Conspiração de Papel, David Liss :.

416 páginas

 

Sinopse:

Benjamin Weaver, judeu português, detective, espadachim e um famoso ex-boxeur, move-se com maestria e confiança na Londres do século XVIII. Trabalhando para clientes aristocratas na cobrança de dívidas difíceis, vive afastado da família devido à má relação com o seu pai, um abastado investidor da bolsa. Mas quando este é brutalmente assassinado, não pode ficar de braços cruzados.
Descendo ao submundo do crime londrino, Weaver ziguezagueia entre bordéis, cervejarias, prisões e casas de jogo, para descobrir uma conspiração que o ameaça não só a si, mas também à própria Inglaterra. Um romance histórico fascinante, A Conspiração de Papel arrebata os leitores, página atrás de página, com um enredo envolvente e personagens apaixonantes de um período único da história.

 

Opinião:

Este livro foca-se num tema não muito utilizado para construir romances históricos: a especulação e o mundo das accções. Em A Conspiração de Papel somos transportados até à Londres do século XVIII, ao período durante o qual decorreu o que é considerado o primeiro crash da bolsa no mundo de língua inglesa: a Bolha da Mar do Sul. É, por isso, uma obra que descreve em alguns pontos o funcionamento do mercado de accções naqueles dias. À partida, pode parecer um tema um pouco aborrecido, mas revelou-se muito interessante.

Interessante também foi o facto de o enredo girar em volta das aventuras de um judeu português. É sempre uma surpresa agradável e divertida encontrar referências ao nosso país em obras escritas no estrangeiro.

Este livro foi uma óptima companhia. Gostei muito da história, que consegue ser bastante emocionante.

Sílvia às 18:29
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

.: 121. 84, Charing Cross Road, Helene Hanff :.

112 páginas

 

Sinopse:

84, Charing Cross Road is a charming record of bibliophilia, cultural difference, and imaginative sympathy. For 20 years, an outspoken New York writer and a rather more restrained London bookseller carried on an increasingly touching correspondence. In her first letter to Marks & Co., Helene Hanff encloses a wish list, but warns, "The phrase 'antiquarian booksellers' scares me somewhat, as I equate 'antique' with expensive." Twenty days later, on October 25, 1949, a correspondent identified only as FPD let Hanff know that works by Hazlitt and Robert Louis Stevenson would be coming under separate cover. When they arrive, Hanff is ecstatic--but unsure she'll ever conquer "bilingual arithmetic." By early December 1949, Hanff is suddenly worried that the six-pound ham she's sent off to augment British rations will arrive in a kosher office. But only when FPD turns out to have an actual name, Frank Doel, does the real fun begin.

 

Opinião:

Como muitos outros livros, este estava cá em casa há imenso tempo a aguardar a sua vez de ser lido; umas horas bastaram, no entanto, para tal acontecer.

É impressionante a amizade que se desenvolveu entre duas pessoas completamente desconhecidas e separadas pelo oceano; entre um simples vendedor de livros e uma cliente apaixonada pela leitura. Revelou-se um livro bastante divertido, particularmente no início; enquanto que Helene rapidamente abandona as formalidades e começa a escrever num estilo mais descontraído, que muitos poderiam achar abusivo por se tratar de correspondência entre desconhecidos, Frank, o vendedor, mantêm-se firmemente agarrado à típica atitude britânica, um pouco rígida.

Perfeito para descansar um pouco entre leituras mais pesadas, esta foi uma óptima escolha para as férias.

Sílvia às 17:24
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