Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

.: 119. The Fifth Child, Doris Lessing :.

144 páginas

 

Sinopse:

Harriet e David Lovatt têm os mesmos anseios - fidelidade, amor, vida familiar e, acima de tudo, um lar. Teimosamente fora das modas dos anos 60, decidem casar e assentar as bases das suas vidas numa casa vitoriana. A princípio, parece o Paraíso. As crianças preenchem-lhes o quotidiano, e os familiares sentam-se à mesa da cozinha no Natal, desfrutando avidamente do calor humano da família Lovatt. Mas é com a quinta gravidez que as coisas começam a alterar-se. O bebé desenvolve-se dentro de Harriet demasiado cedo e com demasiada violência. Após um nascimento difícil, Ben revela-se uma criança estranha e cruel, cuja violência é instintivamente rejeitada pelos irmãos.
Inexoravelmente, a sua presença alienígena vai destruindo o sonho de uma família feliz.

 

Opinião:

Tenho sempre a ideia de que os autores laureados com o Nobel devem escrever obras extremamente aborrecidas e sem interesse algum. Já devia ter perdido esse preconceito  - José Saramago veio provar que não é nada assim - mas tinha-o na cabeça quando peguei neste livro de Doris Lessing.

A sinopse, no entanto, prometia uma história muito emocionante... e não fiquei desiludida.

Fantástico, este livro. Pega no conceito de "assustador" e leva-o até um nível completamente novo, criando um sentimento de medo e terror a partir de um pressuposto extremamente simples: uma criança diferente.

Esse é um sentimento que vai crescendo ao longo do enredo, de tal forma que não há maneira de não ficarmos completamente envolvidos pela história. Um verdadeiro "vira-páginas", este pequeno volume. Estou extremamente curiosa em relação à sequela, Ben, In The World.

Sílvia às 17:25
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

.: 116. Murder at the Vicarage, Agatha Christie :.

256 páginas

 

Sinopse:

St. Mary Mead é uma pacata aldeia inglesa, onde o dia-a-dia decorre sem incidentes de relevo e até os equívocos e desaguisados do costume fazem já parte da rotina diária. Mas o comportamento arrogante e intransigente do coronel Protheoroe, figura proeminente na vida da aldeia, torna-o no alvo preferido de comentários controversos e dos ódios mais enraizados, levando o próprio vigário a declarar um momento de desespero e irreflexão que quem matasse o coronel faria um favor ao resto do mundo. O sereno vigário Clement não imaginava então que este seu comentário pouco feliz voltaria para o atormentar...

 

Opinião:

Agatha Christie tem uma obra tão extensa que, inevitavelmente, alguns livros são muito semelhantes entre si - até porque esta era uma autora que não se baseava em formas de matar mirabolantes para construir os seus enredos, tendo, digamos, uma conjunto fixo de métodos que atribui aos assassinos que criava.

Este não é um livro que se destaque, como acontece, por exemplo, com As Dez Figuras Negras. No entanto, para mim teve um sabor especial, porque foi o primeiro livro de Christie que li na sua versão original, em Inglês.

O Inglês da época de Christie é bastante diferente do actual, sobretudo no que toca às expressões usadas. Existem algumas que são próprias não só da língua como daquela época específica, o que torna a leitura deste livro uma aventura em termos de comprensão. No início foi um pouco estranho, até conseguir adaptar-me à forma como as personagens comunicavam. Passada essa pequena barreira, este revelou-se um livro delicioso. Por um lado, é a primeira aparição da famosa Miss Jane Marple; por outro... bem, é um mistério da Duquesa da Morte. E isso chega para mim.

Sílvia às 20:47
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

.: 108. As Aventuras de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle :.

316 páginas

 

 

Sinopse:

As Aventuras de Sherlock Holmes incluem doze contos de aventuras do detective Sherlock Holmes, publicados em 1892. Os contos foram divulgados pela primeira vez na revista Strand Magazine, nos anos de 1891 e 1892.

 

Opinião:

Sendo uma amante de livros policiais e outros do género, surpreende-me que nunca, até há bem pouco tempo, tenha sentido curiosidade por este autor tão conhecido. Ler Conan Doyle e acompanhar as aventuras de Sherlock Holmes é um prazer, já que tanto as histórias como a escrita por si só são fantásticos. Sou constantemente apanhada de surpresa pelas perspicazes deduções do detective, e pela forma como consegue sempre resolver os seus casos. Recomendo a todos que se aventurem pelo mundo de Sherlock Holmes - vale sem dúvida a pena.

Sílvia às 16:22
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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

.: 107. A Casa Torta, Agatha Christie :.

189 páginas

 

Sinopse:

A numerosa família Leonides vive numa estranha mansão nos subúrbios de Londres, sob o olhar protector, e um tanto controlador, do patriarca Aristide Leonide. Quando o velho milionário é assassinado, deixa para trás uma longa lista de suspeitos, encabeçada pela própria viúva, cinquenta anos mais nova do que ele.

Com o apoio de Sophia, neta do falecido e sua noiva, Charles Hayward envolve-se no quotidiano doméstico, decidido que está a apurar a verdade a todo o custo. Ainda que o círculo de suspeitos esteja circunscrito ao universo familiar, o jovem acaba por ter de se confrontar com uma conclusão surpreendente. Afinal, nem o próprio assassino contava com o que viria a acontecer...

 

Opinião:

Esta é uma das obras favoritas da própria autora, Agatha Christie, e trata-se de facto de uma óptima história. É muito simples, o que faz deste um livro de fácil leitura; no entanto, devido ao grande número de personagens que o enredo envolve, essa simplicidade faz com que alguns dos membros da família Leonides nos sejam dados a conhecer de forma vaga, superficial. Esse aspecto, porém, não interfere com a compreensão que o leitor tem da história, já que é-nos dado o suficiente para que conheçamos o perfil básico de todos os intervenientes.

O que mais marca e surpreende neste livro é, sem dúvida, o muito inesperado final. É, só por si, bastante para fazer com que A Casa Torta permaneça na nossa mente durante algum tempo.

Sílvia às 15:00
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Domingo, 24 de Maio de 2009

.: 104. As Dez Figuras Negras, Agatha Christie :.

192 páginas

 

Dez desconhecidos, que aparentemente nada têm em comum, são atraídos pelo enigmático U. N. Owen a uma mansão situada numa ilha da costa de Devon. Durante o jantar, a voz do anfitrião invisível acusa cada um dos convidados de esconder um segredo terrível, e nessa mesma noite um deles é assassinado.
A tensão aumenta à medida que os sobreviventes se apercebem de que não só o assassino está entre eles como se prepara para ir atacando uma e outra vez…
O que se segue é uma obra-prima de terror. À medida que cada um dos hóspedes é brutalmente assassinado, as suas mortes vão sendo “celebradas” através do desaparecimento de uma de dez estátuas, as “dez figuras negras”.
Restará alguém para um dia contar o que de facto se passou naquela ilha?

 

Sílvia às 22:40
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