Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

.: 125. O Código D'Avintes, Vários :.

252 páginas

Sinopse:

Tudo começa em torno da trama sinistra do Conclave dos Cavaleiros Teutónicos da Nova Ordem que quer dominar o mundo sem olhar a meios.
Por seu lado, Isaías Pires, professor de medicina expulso da Ordem por práticas pouco ortodoxas, pertencente a uma outra organização que se opõe aos intuitos pérfidos do Conclave, sofre um trauma e desata a falar aramaico, língua corrente no tempo de Cristo na Palestina e logo a seguir começam a morrer patos e pombos por todos os cantos.
De repente, todos os personagens, o anjo Gabriel e a sua Sara, Lilith, delirante diva, a Arminda do bar do hospital, o doutor Fraga, a padeira de Avintes, o ex-inspector Nuno Costa, o professor Aquilino, especialista em línguas mortas, e outros mais, bons e maus, desatam a procurar antiquíssimas relíquias sagradas que podem conferir um poder indescritível àqueles que as possuírem.
O cúmulo é que a chave do código para chegar a essas relíquias está escondido justamente numa bela terra à beira do Douro e, por isso mesmo, ficará para sempre conhecido por O Código d'Avintes.

 

Opinião:

O objectivo principal deste livro parece ser, acima de tudo, divertir o leitor - e também os autores, claro. Penso que consegue cumprir esse propósito, mas é impossível não notar que foi escrito por sete pessoas muito distintas. Há vários momentos ao longo do enredo em que se percebe facilmente um esforço enorme do autor do capítulo para tentar dar a volta e arranjar forma de prosseguir uma história tão caótica - um esforço que às vezes resulta em soluções que passam o limite do razoável, mesmo para um livro deste estilo.  É muito perceptível a existência de momentos que funcionam como "muletas": apoios e formas de prosseguir a história muito, muito descabidos, usados à falta de melhor. Falta, por isso, uma grande dose de coesão e coerência à obra. À parte disso, penso que se lê muito bem, rapidamente, e cumpre o propósito de conseguir ser divertido.

Sílvia às 17:55
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