Sábado, 12 de Dezembro de 2009

.: 118. Everyman, Philip Roth :.


182 páginas


 

Sinopse:

Numa narrativa directa, íntima e ao mesmo tempo universal, Philip Roth explora o tema da perda, do arrependimento e do estoicismo. O autor de A Conpiração Contra a América, que relatava o encontro angustiante de uma família com a história, volta agora a sua atenção para a luta de um homem contra a mortalidade. Acompanhamos o destino do homem comum de Roth a partir do seu primeiro confronto com a morte, nas praias idílicas dos verões da infância, passando pelos conflitos familiares e pelas realizações profissionais da idade adulta, até a velhice, quando fica dilacerado ao constatar a deterioração dos seus contemporâneos e dele próprio, atormentado por uma série de males físicos.

Artista comercial de sucesso, a trabalhar numa agência publicitária em Nova York, tem dois filhos do primeiro casamento, que o desprezam, e uma filha do segundo casamento, que o adora. É amado pelo irmão, um homem bom cuja saúde perfeita acaba por despertar a sua inveja rancorosa, e é também o ex-marido solitário de três mulheres muito diferentes, tendo ele próprio destroçado os três casamentos. No final, é um homem que se transformou naquilo que não quer ser.

 

Opinião:

Uma história que se centre sobretudo num só personagem pode parecer algo que facilmente se tornará aborrecido, mas este livro revelou-se como uma excepção à regra.

Everyman apresenta-nos um homem sem nome, um homem que pretende representar todos os homens. Ao longo do livro, acompanhamos a história da sua vida, mas apercebemo-nos acima de tudo das suas frustrações e arrependimentos. O enredo consegue ser muito triste, muito deprimente; no entanto, é impossível não ser "agarrado" pela impressionante caracterização que Roth faz desta personagem.

Este é um livro que me agradou, e que me deixou bastante curiosa em relação à obra de Philip Roth.

Sílvia às 17:20
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