Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

.: 69. A Cor da Felicidade, Wei-Wei :.

270 páginas

 

Para que não seja rotulada de ingrata, manda a tradição que a noiva «chore sentidamente», mostrando aos convidados a sua tristeza, por abandonar a casa paterna. Só após a «cerimónia das lágrimas» ela será ajudada a subir a liteira que, também segundo a mesma tradição, deverá ser vermelha, a cor da felicidade.
É, com efeito, o vermelho que, apesar das vicissitudes dos homens e dos desastres naturais, irá estar presente no dia-a-dia de Mei-Li , essa jovem noiva que, casada à força com Meng-Yu , um cego paralítico, trairá o marido com Jing-Ming , por quem se apaixona no dia do seu próprio casamento. Desse adultério nascerá uma filha que, no entanto, e ao contrário da mãe, poderá escolher o seu destino.
Mais de que uma história de uma vida que Mei-Li conta à neta, A Cor da Felicidade é principalmente a saga de uma família chinesa que se estende dos anos 20 até à proclamação da República Popular, hesitando entre tradições culturais e um pouco de modernidade trazida pela «revolução cultural», numa China marcada por convulções , conflitos e...tons de vermelho.

 

Sílvia às 20:20
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