Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

.: 122. Crónicas de Uma Pequena Ilha, Bill Bryson :.

352 páginas

Sinopse:

Depois de viver quase 20 anos em Inglaterra, Bryson decidiu regressar aos EUA, mas antes disso quiz dar uma última volta àquela sua adorada ilha.
Um diálogo interessante com o leitor a quem o autor explica a razão das suas queixas, dúvidas e simpatias para com o peculiar povo britânico. Um povo em que as mulheres tratam o interlocutor, seja ele quem for, por "amor" e em que os talhos que se gabam de ter à porta uma placa dizendo "Carniceiros da família".
Uma descrição crítica dos comportamentos civilizados casuais para anglófilos e anglófobos...

 

Opinião:

Bill Bryson é um autor muito divertido, escrevendo obras em que o humor é presença assídua. No entanto, embora esta seja uma particularidade que me agrada nos seus livros, há outras que não são tão positivas.

Destaco sobretudo um padrão que notei tanto neste como no anterior (e primeiro) livro que li dele - a tendência para ser redundante. A partir de certo ponto do enredo, Bryson parece perder-se um pouco e repete constantemente as mesmas queixas e comentários sobre os mesmos aspectos. Tal pode dever-se, é claro, às características dos países que visita, mas não deixa de dar ao leitor a sensação de que já não tem nada de muito novo para dizer, estando apenas a "encher" umas quantas páginas para engrossar o volume.

Ao ler este livro em particular, senti-me um pouco perdida porque nunca visitei a Grã-Bretanha, e a maioria dos nomes mencionados por Bryson são de localidades das quais nunca ouvi falar. Assim, as descrições que faz serão decerto melhor compreendidas por quem já visitou os locais em questão.

Não deixo, porém, de apreciar o estilo do escritor, que é muito agradável. É de destacar também o rigor aplicado na tradução para Português - o livro continha muitas notas da tradutora, muito úteis para poder compreender alguns conceitos nele mencionados. No entanto - e posso parecer contraditória, eu sei - parece-me que ler os livros de Bryson na sua versão original é a escolha mais acertada, mesmo correndo o risco de não perceber certas passagens, por não estar a par dos conceitos. Existem sempre expressões características do Inglês que se perdem na tradução, e que dão um toque divertido e especial à leitura. 

Sílvia às 22:08
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