Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

.: 116. Murder at the Vicarage, Agatha Christie :.

256 páginas

 

Sinopse:

St. Mary Mead é uma pacata aldeia inglesa, onde o dia-a-dia decorre sem incidentes de relevo e até os equívocos e desaguisados do costume fazem já parte da rotina diária. Mas o comportamento arrogante e intransigente do coronel Protheoroe, figura proeminente na vida da aldeia, torna-o no alvo preferido de comentários controversos e dos ódios mais enraizados, levando o próprio vigário a declarar um momento de desespero e irreflexão que quem matasse o coronel faria um favor ao resto do mundo. O sereno vigário Clement não imaginava então que este seu comentário pouco feliz voltaria para o atormentar...

 

Opinião:

Agatha Christie tem uma obra tão extensa que, inevitavelmente, alguns livros são muito semelhantes entre si - até porque esta era uma autora que não se baseava em formas de matar mirabolantes para construir os seus enredos, tendo, digamos, uma conjunto fixo de métodos que atribui aos assassinos que criava.

Este não é um livro que se destaque, como acontece, por exemplo, com As Dez Figuras Negras. No entanto, para mim teve um sabor especial, porque foi o primeiro livro de Christie que li na sua versão original, em Inglês.

O Inglês da época de Christie é bastante diferente do actual, sobretudo no que toca às expressões usadas. Existem algumas que são próprias não só da língua como daquela época específica, o que torna a leitura deste livro uma aventura em termos de comprensão. No início foi um pouco estranho, até conseguir adaptar-me à forma como as personagens comunicavam. Passada essa pequena barreira, este revelou-se um livro delicioso. Por um lado, é a primeira aparição da famosa Miss Jane Marple; por outro... bem, é um mistério da Duquesa da Morte. E isso chega para mim.

Sílvia às 20:47
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