Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

.: 114. As Intermitências da Morte, José Saramago :.

216 páginas

 

Sinopse:

No dia seguinte ninguém morreu.

 

Assim começa este novo romance de José Saramago.

Que a morte tem as suas extravagancias, já todos nós sabíamos. Mas que se cansasse de exercer a sua principal actividade, nunca nos passou pela cabeça!

Imagine que, de um momento para o outro, num certo país, as pessoas deixam de morrer. Estarão os líderes e os habitantes desse país preparados para gerir a vida eterna e as suas consequências?

Colocada a hipótese, o autor desenvolve-a em todas as suas vertentes, e o leitor é conduzido com mão de mestre numa ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor, e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência.

 

Opinião:

Fantástico. Já ouvi dizer que esta é possivelmente a obra da vida de Saramago, e embora não tenha tanta notoriedade como o Memorial do Convento, por exemplo, é sem dúvida um livro excepcional.

Saramago retrata a morte como nunca antes foi feito; para muitos de nós é o medo supremo, o medo de morrer, mas aqui conseguímos até simpatizar com esta figura tão temível. Por vezes, penso que fiquei até com pena.

Uma óptima escolha, este livro, para quem pretende começar a ler Saramago: é pequenino, tem um enredo que quase se pode classificar como um pouco louco... lê-se de um fôlego.

Sílvia às 12:21
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