Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

.: 113. The Historian, Elizabeth Kostova :.

704 páginas

 

Nas tuas mãos, leitor, entrego a minha história…

 

Sinopse:

Uma noite, já muito tarde, explorando a biblioteca do pai, uma jovem mulher encontra um livro antigo e um pacote de cartas amarelecidas agoirentamente destinadas ao "Meu querido e desgraçado sucessor". Este achado vai mergulhá-la num mundo com que nunca sonhou - um labirinto onde os segredos do passado do pai e o misterioso destino da mãe se ligam a um mal escondido nas profundezas da história.
Uma sociedade secreta numa luta de séculos contra a mais terrível encarnação do mal. A aventura de uma jovem mulher em busca da verdade sobre os seus pais e sobre o destino do homem que inspirou a lenda de Drácula.
O livro de Elizabeth Kostova é uma aventura de proporções monumentais, fundindo a realidade e a ficção, a história e o fantástico, o presente e o passado, a narrativa na primeira pessoa e diários, cartas, documentos, o romance histórico e o psicológico, o thriller literário e a história de amor.

 

Opinião:

Este não é, definitivamente, o típico livro sobre vampiros e temas afins. Aliás, numa altura em que os vampiros estão tão na moda, surpreende por ser radicalmente diferente dos padrões habituais para este tipo de histórias.

É um pouco denso; na verdade, muito denso, já que todo o enredo tem como base o caminho de um historiador e a forma como este se emebrenha no mundo de uma personagem bem conhecida: Drácula.

O livro está carregado de factos históricos; esta é, assim, uma obra que se quer lida com calma, até porque desenrola-se com muita lentidão. Talvez o facto de o ter lido em Inglês possa ter contribuido para ter demorado umas boas semanas a acabá-lo, mas é na verdade um livro que não é feito para ser lido de um fôlego.

Apesar de o enredo me ter agradado - não me surpreendeu por aí além, nem me prendeu de forma inequívoca - fiquei muito desiludida com o final, que me pareceu um pouco... bem... chocho, digamos assim. Num livro mais pequeno e não tão denso, seria de facto um final muito bom, no mínimo satisfatório; no entanto, depois de se ter lido uma obra tão grande e tão cheia de factos como esta, ficamos à espera de algo mais excitante.

Sílvia às 18:11
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