Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
.: 112. O Símbolo Perdido, Dan Brown :.

572 páginas

 

Sinopse:

 

Washington, D. C.: Robert Langdon, simbologista de Harvard, é convidado à última hora para dar uma palestra no Capitólio. Contudo, pouco depois da sua chegada, é descoberto no centro Rotunda um estranho objecto com cinco símbolos bizarros.
Robert Langdon reconhece-os: trata-se de um convite ancestral para um mundo perdido de saberes esotéricos e ocultos.

Quando Peter Solomon, eminente maçom e filantropo, é brutalmente raptado, Langdon compreende que só poderá salvar o seu mentor se aceitar o misterioso apelo.

Langdon vê-se rapidamente arrastado para aquilo que se encontra por detrás das fachadas da cidade mais poderosa da América: câmaras ocultas, templos e túneis. Tudo o que lhe era familiar se transforma num mundo sombrio e clandestino, habilmente escondido, onde segredos e revelações da Maçonaria o conduzem a uma única verdade, impossível e inconcebível.

Trama de história veladas, símbolos secretos e códigos enigmáticos, tecida com brilhantismo, O Símbolo Perdido é um thriller surpreendente e arrebatador que nos surpreende a cada página.
O segredo mais extraordinário e chocante é aquele que se esconde diante dos nossos olhos…

 

Opinião:

 

Como sempre acontece com os livros de Dan Brown, este foi um daqueles que se leu num fôlego, com o ritmo do enredo a prender-me completamente em cada página.

Muito se fala de Dan Brown: uns amam, outros odeiam... para mim, é um autor capaz de "produzir" boa literatura, que serve o propósito do entretenimento ao mesmo tempo que espicaça a curiosidade dos leitores acerca de vários temas históricos e científicos.

 

Este é um livro que não foge ao estilo de Dan Brown, que aposta num ritmo alucinante para contar a sua história, quase como se estivéssemos imersos num filme de acção.  É uma das características da sua escrita que mais me agrada, já que as páginas correm a uma velocidade impressionante pelos meus dedos de cada vez que pego numa destas obras. São fáceis de ler, sem serem pobres em termos de enredo.

 

Há, no entanto, um detalhe, que me parece também já fazer parte do estilo do autor, que pode vir a retirar valor aos seus livros, se continuar a verificar-se. Já é possível distinguir um padrão na forma como Dan Brown constrói os seus enredos, especialmente nos três livros que constituem a "série Robert Langdon": contam sempre com a presença de uma personagem violenta, talvez um pouco louca - o mau da fita, vá -  que tem ideais bem demarcados que a levam a cometer os actos atrozes que dão o mote a grande parte da história. E Langdon nunca está mal acompanhado: tem sempre ao seu lado uma mulher bonita e inteligente para o ajudar a desvendar o mistério. Penso que esta tendência poderá vir a tornar os livros de Dan Brown, sempre tão interessantes, em obras um pouco repetitivas e até previsíveis. Afinal, quando existe um padrão, é sempre possível descobrir, aqui e ali, o que virá a seguir. Esperemos que o escritor não caia no erro de repetir esta estrutura de enredo nos próximos livros.



Sílvia às 18:01
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
.: 111. O Cirurgião, Tess Gerritsen :.

336 páginas

 

Sinopse:

Ele mata sem pressa. Sabe exactamente onde e como quer cortar o corpo da sua próxima vítima... E fá-lo com rigor, com perícia, seguindo um ritual de sangue que alimenta a sua sede de poder e controlo. Mas quem é esse homem? É um homem ou um monstro?

Jane Rizzoli não se deixa impressionar com facilidade. É a única mulher na Brigada de Homicídios de Bóston pelo que nunca se pode mostrar frágil ou vulnerável. Aquele é um mundo de homens, mas ela é uma sobrevivente. De igual força e determinação, Catherine Cordell, hoje uma reputada médica, foi a única sobrevivente de uma série de horríveis crimes cometidos dois anos atrás. Quando recomeçam a aparecer corpos mutilados da mesma forma que as vítimas do cirurgião, Catherine percebe que o seu pesadelo não acabou. Será que o seu torturador não morreu afinal? Porque a persegue? Qual o seu plano de vingança?

 

Opinião:

Um thriller que prende o leitor do princípio ao fim, sem dúvida. A exposição do enredo e a descrição dos diversos ambientes é muito bem conseguida. É notória a experiência da autora como médica (algo que também é visível nos títulos das suas obras - achei imensa piada aos da série de "thrillers médicos". Foi o meu primeiro contacto com esta autora e fiquei com uma óptima impressão - mal posso esperar para ler os restantes livros.



Sílvia às 19:14
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
.: 110. A Bruxa de Oz, Gregory Maguire :.

492 páginas

 

Sinopse:

Quando Dorothy triunfou sobre a Bruxa Má do Oeste no clássico O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum, apenas conhecemos a sua versão da história. Mas, afinal, quem era esta misteriosa Bruxa? De onde veio? Como se tornou tão malvada? E qual é, então, a natureza do mal?
A Bruxa de Oz conta a história de Elphaba, uma menina de pele verde, insegura, rejeitada tanto pela mãe como pelo pai, um pastor reaccionário. Na escola ela também é desprezada pela sua colega de quarto Glinda, a Fada Boa do Norte, que só quer saber de coisas fúteis: dinheiro, roupas, jóias. Neste contexto, ela descobre que vive num regime opressor, corrupto e responsável pela ruína económica do povo. Elphaba decide, então, lutar contra este poder totalitário, tornando-se na Bruxa Má do Oeste, uma criatura inteligente, susceptível e incompreendida que desafia todas as noções preconcebidas sobre a natureza do bem e do mal.

 

Opinião:

Este é um livro muito mais adulto do que aquilo que o título parece antever. Talvez por isso, por esperar que, apesar de consideravelmente grande, esta fosse um obra de leitura fácil, uma coisinha leve para entreter um pouco, fiquei a achar que este é um livro bastante "pesado". Também é verdade que o li durante o Verão (é verdade, este blog andava a precisar de ser actualizado...), nos bocadinhos livres que tinha entre o trabalho. Por isso mesmo, penso que não estava no espírito certo para desfrutar do enredo.

O facto de não estar muito por dentro da história original de O Feiticeiro de Oz - só conheço os traços gerais - também pode ter contribuído para a minha opinião final; a verdade é que este foi um livro que não me impressionou ou agradou especialmente. Mostrou-se demasiado "estranho" para o meu gosto. Quem sabe se, no futuro, o voltarei a ler "com outros olhos".



Sílvia às 17:59
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Domingo, 25 de Outubro de 2009
.: 109. Memorial do Convento, José Saramago :.

360 páginas

 

Sinopse:

 

Era uma vez um rei que fez promessa de levantar um convento em Mafra.
Era uma vez a gente que construiu esse convento.
Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes.
Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido.
Era uma vez.

 

Aproximam-se agora um homem que deixou a mão esquerda na guerra e uma mulher que veio ao mundo com o misterioso poder de ver o que há por trás da pele das pessoas. Ele chama-se Baltasar Mateus e tem a alcunha de Sete-Sóis, a ela conhecem-na pelo nome de Blimunda, e também pelo apodo de Sete-Luas que lhe foi acrescentado depois, porque está escrito que onde haja um sol terá de haver uma lua, e que só a presença conjunta e harmoniosa de um e do outro tornará habitável, pelo amor, a terra.
Aproximam-se também um padre jesuíta chamado Bartolomeu que inventou uma máquina capaz de subir ao céu e voar sem outro combustível que não seja a vontade humana, essa que, segundo se vem dizendo, tudo pode, mas que não pôde, ou não soube, ou não quis, até hoje, ser o sol e a lua da simples bondade ou do ainda mais simples respeito. São três loucos portugueses do século XVIII, num tempo e num país onde floresceram as superstições e as fogueiras da Inquisição, onde a vaidade e a megalomania de um rei fizeram erguer um convento, um palácio e uma basílica que haveriam de assombrar o mundo exterior, no caso pouco provável de esse mundo ter olhos bastantes para ver Portugal, tal como sabemos que os tinha Blimunda para ver o que escondido estava... E também se aproxima uma multidão de milhares e milhares de homens com as mãos sujas e calosas, com o corpo exausto de haver levantado, durante anos a fio, pedra a pedra, os muros implacáveis do convento, as salas enormes do palácio, as colunas e as pilastras, as aéreas torres sineiras, a cúpula da basílica suspensa sobre o vazio. Os sons que estamos a ouvir são do cravo de Domenico Scarlatti, que não sabe se deve rir ou chorar...


José Saramago

 

Opinião:

 

Este foi o terceiro livro que li deste autor, e também, desses três, o que foi escrito há mais tempo. São visíveis algumas diferenças, quer na forma de "contar a história," quer na linguagem, mas o que nunca deixa de estar presente é o inconfundível estilo de Saramago.

É uma obra um pouco mais densa, que tem que ser lida com calma e com o espiríto certo para se poder saborear a belíssima historia de amor, (entre tantas outras histórias) que transmite.

 

Penso, no entanto, que uma melhor escolha poderia ter sido feita no que toca à obra de Saramago que integra o programa de Português de 12º ano. Não que este não seja um livro fabuloso, que o é. Mas a verdade é que muitos dos estudantes que chegam ao 12º nunca antes tiveram contacto com a escrita de Saramago. E esta é uma obra que, a acrescentar ao estilo pouco ortodoxo do escritor, tem uma linguagem muitas vezes complicada e um enredo com alguns momentos pesados, que não se lêem facilmente. Todos estes factores podem servir não o objectivo de motivar para que se conheça melhor Saramago e a sua obra, mas conduzir ao exacto oposto.

 

Espero, apesar de tudo, que esses casos sejam a excepção à regra. Depois do choque inicial, cada página da sua obra é uma verdadeira delícia!



Sílvia às 10:52
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
.: 108. As Aventuras de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle :.

316 páginas

 

 

Sinopse:

As Aventuras de Sherlock Holmes incluem doze contos de aventuras do detective Sherlock Holmes, publicados em 1892. Os contos foram divulgados pela primeira vez na revista Strand Magazine, nos anos de 1891 e 1892.

 

Opinião:

Sendo uma amante de livros policiais e outros do género, surpreende-me que nunca, até há bem pouco tempo, tenha sentido curiosidade por este autor tão conhecido. Ler Conan Doyle e acompanhar as aventuras de Sherlock Holmes é um prazer, já que tanto as histórias como a escrita por si só são fantásticos. Sou constantemente apanhada de surpresa pelas perspicazes deduções do detective, e pela forma como consegue sempre resolver os seus casos. Recomendo a todos que se aventurem pelo mundo de Sherlock Holmes - vale sem dúvida a pena.



Sílvia às 16:22
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